segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Que monstro sou eu?


Já faz algum tempo, mas aqui estou de volta com mais um "Que monstro sou eu?". Hoje veremos a arcana Sandara em uma missão especial, em busca de um certo componente mágico...

*ZzZz

Se não fosse pelo tom agudo, poderia ser um homem dormindo, mas eram mosquitos que habitavam aquele túnel.
A arcana Sandara estava em busca de um tipo de fungo para preparar uma poção mágica, e sabia que esta caverna abandonada seria ideal.
Contudo, as suspeitas de que o local não era tão abandonado assim se tornavam realidade.

O cheiro pútrido de restos de comida e dejetos à deixavam nauseada. Haviam sinais de que criaturas habitavam este túnel, e se não tivesse se perdido, já estaria lá fora, respirando ar fresco.
Alguns ossos roídos enfeitam desordenadamente o chão, enquanto trapos e farropos amontoavam-se nos cantos.

A luz da pedra brilhosa em seu pescoço auxiliava a enxergar no pretume do local, mas também poderia atrair alguma criatura. Habilmente, Sandara encontra em uma das paredes os cogumelos que procurava, e após alguns minutos, recolhe o suficiente. O difícil seria retornar, mas se seguisse seu nariz em busca de ar fresco, talvez fosse bem sucedida.
Assim, a maga caminha pelos túneis, até que sua pedra começa a perder a força mágica e se apaga. Assustada, Sandara ouve um ruido de longe, se apressa o passo. Seu coração bate cada vez mais forte, e o arrependimento de ter vindo sozinha lhe consome.

Um par de olhos amarelo brilhantes é a primeira visão que a maga tem no escuro, após uma curva. A criatura era baixa, e num lingua estranha, grita algo com sua voz aguda e desordenada, como um chamado de socorro. Momentaneamente aturdida, Sandara mal percebe o objto afiado que lhe raspa no braço, tirando sangue.

A maga começa a correr em pânico, com a criatura em seu encalço. O som de um objeto arremessado rapidamente corta o ar, assim como sua coxa esquerda. Sandar bate na parede, desequilibrada, mas sabe que se parar de correr, seu destino esta selado. Após uma segunda curva, percebe que a criatura não está mais só, e várias outras se juntam na perseguição.

Com o medo lhe conduzindo, ela não percebe que as criaturas fazem com que corra na direção que elas queriam: uma passagem sem saída.

Desesperadamente tentando se acalmar, Sandara invoca mais uma fez um feitiço de luz, que cega as horríveis criaturas: seres com aproximadamente 1,20m, roupas esfarrapadas, orelhas pontiagudas e testas largas.

O medo não podia continuar tomando seu corpo. Ela correu com todas suas forças, pernas bambas e o sangue escorrendo até o chão. Ela ainda podia ouvir as criaturas praguejando e a perseguindo, mas uma bem vinda luz no fim do túnel lhe trouxe esperanças.
Melhor que isso, as criaturas pareciam temer a luz, e diminuiam a perseguição.

Uma lágrima de felicidade escorre no rosto da maga, sabendo que tinha chances de sair do lugar maldito...

....se não fossem as lanças arrmessadas pelas malélovas criaturas, perfurando pulmão, pernas, ombros e a base do crânio .
Rafael BeltrameRafael Beltrame adora estudar a história do D&D (nos tempos da TSR) e ler módulos dos anos 70-80. Blogueiro compulsivo, trabalha em muitos projetos ao mesmo tempo e não se adapta muito bem às mudanças no campo da informática. Gostaria de morar na Village of Hommlet.

4 comentários:

  1. Eu acho que é um Morcego gigante, tirando isso não tenho a mímia idéia

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  2. Eu tenho certeza que estou errada, mas a única coisa que me vem a cabeça é um Globim....

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  3. Vish, eu pensei em Bugbear, mas eles tem mais de 1,20, acho que vo na mesma da Bel e também vou falar que é um goblin ^^

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  4. respondendo aos colegas..é um goblin!

    bichinhos medonhos!

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