quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Diário de Campanha: Mesa Online - Old Dragon (4)

Aqui vai mais um diário de campanha da nossa mesa online de Old Dragon. É o quarto diário, mas a quinta sessão que jogamos. Se quiserem lembrar o que aconteceu anteriormente: parte 1, parte 2, parte 3.
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Na casa de Miriam
Nessa sessão jogaram apenas Felipe (Cerdic) e Jaime (Athos). O personagem de Guilherme (Argalad) ainda estava no templo aos cuidados dos clérigos, e JM (Leonam) não pôde jogar, logo seu personagem foi usado como um PdM.


Começamos a 5ª sessão de jogo com os personagens chegando à casa de Miriam, mãe de Athos, druidisa e destinatária da carta escrita pelo clérigo Galius antes de morrer. Os personagens tiveram a chance de se apresentar e então disseram a que tinham vindo: cumprir o último desejo de Galius, entregando então a carta a Miriam.

Ao ler o manuscrito, Miriam se emocionou e agradeceu aos aventureiros pelo grande favor que haviam feito. Nesse mesmo instante o cômodo em que estavam começou a se encher de luz, e o espírito de Galius apareceu a todos, agradecendo-os por terem trazido a carta até Miriam, possibilitando assim que seu espírito pudesse descansar em paz.

As bênçãos deixadas por Galius
Antes de retirar-se, Galius deixou uma bênção sobre todos, de que nenhum deles cairia doente pelos efeitos do frio, até que chegasse o dia de herdarem um lugar entre os espíritos de seus antepassados.

Athos ainda perguntou se não havia uma maneira de que seu pai voltasse e permanecesse no mundo dos vivos, mas Galius lhe disse que já não pertencia mais àquele mundo, mas agradecia a Rhîw por ter-lhe dado a chance de conhecer o filho que nem sabia que tinha.

Galius então começou a desaparecer, mas ainda teve tempo de conceder a seu filho uma última bênção, afirmando-lhe que Athos teria o poder de controlar o vento e o gelo, desde que servisse a Rhîw e aprendesse por si mesmo a usar o poder que lhe era concedido.

Após a aparição do clérigo, todos ficaram bastante comovidos, e Miriam pediu aos aventureiros que contassem suas histórias de vida, a fim de alegrarem seu coração.

O passado de Cerdic
Cerdic contou-lhe que era filho adotivo de Fergus Bradford, um grande cavaleiro do reino de Bruntoll, mas que seu pai verdadeiro teria sido um rei viking vindo de uma ilha ao norte, muitos anos atrás, que morrera em combate contra Sir. Bradford.


Ninguém sabia por que aquele povo havia aportado em Bruntoll, mas certo é que foram tratados como invasores e em sua maioria, mortos. Por isso Cerdic tentava encontrar algum sobrevivente que pudesse lhe dar mais informações sobre o que acontecera, e talvez levá-lo a conhecer sua família.

Ao relatar esses acontecimentos, Miriam disse-lhe que 12 anos antes havia conhecido e recebido em sua casa um grupo de nômades, 15 ao todo, que eram liderados por um tal Fortinelli Thomas. Ela lembrou-se que Thomas dizia ter vindo do norte, junto com seu povo, mas que a grande maioria deles havia sido morta. Ele, porém, havia escapado com alguns, e tentava encontrar seu sobrinho Cerdic, o filho de seu rei, que havia sido raptado por um cavaleiro que havia matado o rei.

Cerdic agradeceu pela informação e disse que iria tentar encontrar essas pessoas. Ele também lembrou-se de que o halfling Akkar (que acompanhava o grupo no princípio, mas fora morto por desafiar o clérigo Iantumal) estava em busca de Fortinelli Thomas, pois Thomas havia caçado ilegalmente alguns animais nas terras do pequenino.

Miriam também deu a Cerdic um medalhão, que havia recebido de Fortinelli Thomas. O viking havia lhe dado o medalhão como forma de reconhecê-la como amiga de seu povo, e em gratidão por ter-lhes acolhido.

O medalhão Viking dado a Cerdic por Miriam
O Balrog de Moria (ou quase isso)
Após estes momentos de paz e alegria, Athos ouviu o relinchar dos cavalos no lado de fora da casa e percebeu que estavam assustados. Ele e Cerdic foram investigar e avistaram um vulto humanóide na floresta, próximo ao pequeno estábulo onde as montarias estavam. O vulto parecia fazer círculos no ar com as mãos. Ao se aproximarem dele, viram que carregava um cajado com o qual fazia movimentos acima de sua cabeça e falava algumas palavras em uma língua desconhecida.


Antes que pudessem fazer alguma coisa o vulto baixou o cajado e com ele tocou o chão, fazendo emergir uma grande labareda de fogo e, no meio dela um elemental de fogo se formou.


Um filhote do balrog de Moria
Cerdic e Athos estavam bem próximos ao elemental. Atrás deles, mais próximos à casa, estavam o clérigo Iantumal e Leonam. Quando o elemental se formou, Leonam imediatamente sentiu todo seu corpo arder e a dor foi lancinante, de modo que desmaiou.


A batalha que se seguiu foi medonha, e Athos ficou bastante ferido. Mas graças à intervenção de sua mãe, Miriam, o grupo conseguiu fugir em direção a gruta de Eithel (divindade das águas em Bruntoll). Miriam disse que talvez lá tivesse poder para combater a criatura.


A gruta de Eithel
Com um certo esforço (afinal estavam carregando Leonam que estava desmaiado), chegaram à gruta e Miriam ordenou que todos entrassem nela e esperassem. Aquela não era uma batalha para eles, segundo ela.


A druidisa então começou a fazer uma espécie de ritual, estando do lado de fora da gruta. Quando perceberam a aproximação do elemental de fogo, Athos e Cerdic desembainharam suas espadas e pretendiam partir para o confronto. Transcrevo aqui a cena:



[Mestre] vocês veem que Miriam começa a fazer alguns gestos com as mãos
[Mestre] quando o mostro está bem próximo,
[Mestre] ela se vira para vocês, e olha diretamente nos olhos de Athos
[Mestre] ela diz
[Mestre] Eu te amo, meu filho!
[Mestre] Ao dizer isso ela faz um último gesto com as mãos, e vocês veem a entrada da gruta desabar
[Athos] O que... NÃO! O que você quer fazer!?
[Cerdic] (Muito espantado, Cerdic tenta afastar as pedras que fecharam a gruta)
[Mestre] as pedras vão caindo e levantam uma cortina de poeira...
[Athos] Mãe! (chuta as pedras desabadas com toda a raiva do mundo)
[Mestre] quando o pó assenta
[Mestre] vocês percebem que estão presos dentro da gruta



Esse foi o fim da nossa 5ª sessão de jogo.
o ClérigoSo long and thanks for all the fish!

7 comentários:

  1. Que massa. Não consegui montar um grupo ainda, nessas mesas online. Mas parece bastante interessante.. Só tira uma dúvida minha clérigo: existe a possibilidade de uso de microfone durante as partidas? Algo como o Skype? Abraços

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  2. E aí Fábio. Dá pra usar microfone, mas eu estou com algum problema no meu pc e não tenho conseguido utilizar, por isso digitamos tudo mesmo. Mas tem trilha sonora, hehehe.

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  3. Me tire uma dúvida Clérigo, quanto tempo de jogo durou esta parte da aventura?

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  4. Olha Lan, cada sessão dura cerca de 2 horas. Infelizmente não temos muito tempo para jogar, mas até que o pessoal faz bastante coisas nesse tempo diminuto.

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  5. Esse jogo está ficando cada vez mais legal! :D

    Pena que não posso jogar próximo sábado -__-

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  6. Pena que o grupo vai ter que se separar. Ja pensou no que vai acontecer clerigo?

    Estou no aguardo.

    hehehee por que o mais poderoso dos magos feios hehehe desmaiou? hehehehe brincadeira.

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  7. Ainda estou pensando... mas vai ficar legal, apesar da separação do grupo.

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