segunda-feira, 30 de maio de 2011

Que monstro sou eu?



Ola pessoal! Dessa vez trago dois monstros ao mesmo tempo. Aviso que pode ser um pouco difícil, ou ainda, criar uma boa discussão aqui nos comentários porque fiz uma "interpretação" das regras (como todo DM faz). Sem mais, vamos ao "causo":

TUM!
“Escutaram isso ??” pergunta o assustado ladrão.
“Não se preocupe, deve ser apenas o barulho dessa casa caindo aos pedaços”, respondeu o bárbaro.
O grupo havia decidido investigar os rumores de que a antiga casa do prefeito (localizada no bairro abandonado da Velha Cidade) escondia parte de sua coleção pessoal de ricos colares adornados, motivo de orgulho de seu proprietário antes do estranho caso que levou ao suicídio. Orgulhoso como poucos, o ex-prefeito gabava-se de sua coleção, e nada parecia mais importante – nem mesmo sua família.
A morte de seus filhos, o desaparecimento de sua esposa e o corpo dele (encontrado pendurado pelo pescoço na sala de estar) não davam razões para estranhos visitarem a casa. Até mesmo o atual prefeito evitou a casa, mandando construir muros em volta dela.
De qualquer maneira, não seria uma mera parede que impediria o grupo de aventureiros de procurar o mal-falado tesouro. O estranho eram as janelas, lacradas como fossem paredes. Contudo, a porta dupla da entrada parecia arrombável, e o ladrão não desperdiçaria a chance de se exibir para os outros. Logo após entrarem na casa, as portas haviam se fechado com força, batendo de modo violento. Gwar quase derrubara a tocha que carregava, mas culpara uma farpa solta.
Após apenas alguns minutos na casa, a intensidade de sons esquisitos aumentou, e a visão que Sandara teve ao olhar para a penteadeira no quarto da desaparecida esposa quase lhe causou um enfarto: um rosto feminino, distorcido num grito silencioso, com os olhos negros como a boca pútrida, derramando golfadas de vermes viscosos pelos lábios rachados.
Num grito desesperado, a maga correu aos tropeços, chamando o grupo (e em especial, o clérigo Dhamion) com urgência. O arauto de Urthor corre empunhando seu símbolo sagrado, pronto para excomungar qualquer mal ali presente, mas um lustre desprende do teto e cai em cima dele, derrubando-o escada abaixo.
Após avaliar rapidamente o valor o lustre, Collins verifica o amigo, que está apenas inconsciente. Gwar avança ferozmente, pronto para atravessar o aço bárbaro das montanhas na cabeça de seu adversário, mas ao entrar no aposento, não encontra nada. Sua fúria havia sido acendida, e proferindo xingamentos em sua língua natal, Gwar começa a quebrar tudo que encontra pela frente, numa tentativa de “tirar o monstro de sua toca”. Um dos golpes acerta o antigo armário, que revela um buraco na parede coberto por tábuas bem posicionadas. Ao se aproximar do buraco, o bárbaro sente um odor terrível de carniça, e subitamente, sua tocha queima alto, como se o fogo se levantasse grandiosamente.
Num som estranho, misturando susto e raiva, Gwar joga a tocha longe, sem perceber que esta começaria o fogo que viria a consumir a casa por inteiro.
Ao descer as escadas, em direção aos outros, o homem das montanhas vê algo inconcebível: Collins, com seu punhal em mãos, e os corpos ensangüentados de seus colegas aos seus pés. Os olhos do pequenino não eram mais os mesmo, e apertando a mandíbula com força, diz entre os dentes “A rameira deve morrer !!!”. Sem entender nada, Gwar avança contra o colega, ao menos para tentar subjugá-lo. A luta entre ambos durou alguns minutos vitais, pois o fogo consumia o andar de cima com velocidade. Um som misturado, como o de um grito masculino e uma risada feminina pode ser escutado pelos moradores de rua, mendigos de pouco juízo cujo único lugar para morar na cidade era no bairro abandonado.
A casa havia sido consumida pelo fogo, sem deixar nenhum rastro para trás.
Rafael BeltrameRafael Beltrame adora estudar a história do D&D (nos tempos da TSR) e ler módulos dos anos 70-80. Blogueiro compulsivo, trabalha em muitos projetos ao mesmo tempo e não se adapta muito bem às mudanças no campo da informática. Gostaria de morar na Village of Hommlet.

14 comentários:

  1. XD

    acho q apenas a turma do scooby doo pode resolver essa!

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  2. scooby doo cade voce meu filho?

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  3. da pras dizer ao menos em qual livro esse bicho se encontra?

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  4. todos os mosntros q eu uso para a materia estao no livro do monstro q saiu pela abril ;)
    nesse caso, sao dois!

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  5. Haha, eu já leio só pra apreciar a história mesmo, porque acertar o bicho tá difícil... haja descrição hein? xD

    Ainda mais agora que são DOIS xD

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  6. valeu pelas palavras, nobre mago-bardo...mardo..bargo... :D

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  7. Seria um Destroço?

    E, Beltrame, parabéns pelas descrições que estão ficando cada vez melhores...

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  8. Já que todos tentaram, quero tentar tbm.

    Eu acho que o que possuiu o ladrão foi um fantasma comum. E o que derrubou o lustre e apareceu no espelho foi um poltergeist. Digo mais, acho que o dono da casa (o fantasma) matou a mulher (o poltergeist).

    Acertei?

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  9. bom, como ainda é terça, nao vou revelar tudo, mas o Arantes está muito proximo da resposta!

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  10. acho que ele acertou so o poltergeist
    tem um moi de bixo que pode controlar ou possuir uma pessoa

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  11. amanha eu revelo :D

    uma dica:

    o monstro que possuiu collins tinha um objetivo

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  12. vixi! cada vez mais difícil! hehehe XD

    parabens rafael beltrame, esse post-charada já derrotou 10d20 dos meus neurônios (rpg lesa XD)

    Ps.(nunca abri um livro de monstros, não consigo nem palpitar direito waaaa!)

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  13. ae pessoal!
    valeu pelas opinioes pela participação!

    o outro monstro era um haunt :D (a figura é um cara desdentado com posição de bebado, heheh)
    poltergeist (q nao pode causar dano direto, mas resolvi q ele poderia soltar o lustre e desmaiar o clerigo) e o haunt, que queria matar a esposa por....misterio...hehehe

    valeu,ate segunda!

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